Ao ler este artigo no C#BR, fique preocupado com a falta de formação em ciência de computação que o pessoal tem hoje em dia. Daí eu ter escrito esta crítica.
Antes de mais nada comecemos com uma pérola encontrada no Manifesto do Xprevail:
“Esse modelo traz o benefício da total transparência para os objetos de negócios, pois eles nem mesmo sabem que estão sendo persistidos”. É uma base de dados ou inteligência artificial? Será que os objetos concientes do Prevayler, um dia irão se unir para
escapar da escravidão .NET e dominar os humanos?
O documento não explica os conceitos, já que diz que se baseou no Prevayler mas não usa nenhum código anterior, além de suas próprias idéias (?). Qualquer conceito que se preza independe da linguagem, como criptografia, rede IP etc…. Ele não explica o conceito, porque já deve ter partido para a programação direto. Ou seja, ele NÃO tem um conceito definido.
Outra pérola: “A aplicação pode ser negativamente afetada por um grande número de classes ‘auxiliares’ geradas para realizar as operações em cima dos objetos de negócio”. Muto frágil para um código aberto. Mais um indicativo de falta de conceito, além de erros básicos na contrução da hierarquia de objetos. Nada que um bom trabalho de análise não corrija. Mesmo assim a análise precisa de uma orientação, ou seja do conceito. Nem pensar em olhar o código.
Como já havia me decepcionado com o Xprevail, buquei conhecer o Prevayler, para checar se o problema é somente do Xprevail. Ao procurar sobre Klaus Wuestefeld, criador do “conceito”, só encontrei um site em construção. Inclusive no Wikipedia, onde talvez um dia houve uma biografia, agora há um “404″. Porém encontrei no Database Debukings, uma discussão reveladora sobre o assunto com a participação do próprio Klaus.
Enfim, “prevalência”, tirando toda a fantasia livre-Java-moderninha é nada mais do que acessar dados em memória RAM. Putz, eu tinha isso em DOS com o RAMDISK, há quinze anos atrás. Se eu criar uma instância MySQL no RAMDISK então eu teria o melhor dos dois mundos, velocidade e SQL! Até com Clipper eu já fiz isso!
Vão dizer que o problema é que Klaus é brasileiro. Mas, como já falei, a falta de um conhecimento de ciência da computação mais profundo, pode levar a acreditar qualquer coisa que pareça promissora. Para desafiar a substituir o uso de banco de dados, que são baseados em teoria matemática (Teoria dos Conjuntos e Estatística) , a “prevalência” deveria apresentar conceitos ainda mais sólidos! Mas nem conceito eu encontrei…
Se lhe apresentarem um novo conceito de acessos a dados diferente do convencional só dê atenção se eles tiverem um exemplo rodando uma folha de pagamento ao mesmo tempo que atualiza um plano de contas…