Archive for the ‘Software Livre’ Category

A criadora do Windows fez uma proposta de compra de parte do Facebook, segundo o The New York Times. O valor teria sido de US$ 500 milhões por 5% de participação no site de Mark Zuckerberg. Ela está de olho nos 42 milhões de usuários e também para não ser passada para trás pelo Google, que também fez seu lance. Essa disputa irá inflacionar o preço total do Facebook, que se estima esteja em US$ 13 bilhões. O site de relacionamentos ganha cerca de 100 mil usuários novos todo dia.

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Outra estratégia da empresa de Bill Gates para fazer frente ao Google, é a criação do serviço Microsoft Office Live Workspace, que permite que o usuário utilize os aplicativos Office pagando apenas pelo uso do serviço - na verdade um “aluguel” pelo uso de um pacote de serviços - e não por licença individual. O serviço será lançado em breve (ainda está na fase beta), funcionará através da internet. Os aplicativos estarão baseados em servidores na própria Microsoft. O diferencial em relação aos serviços já oferecidos pelo Google e a Salesforce.com será que além do uso do Office, o usuário poderá comprtilhar e armazenar até mil documentos e acessá-los de qualquer lugar via internet.

O Google, que não é bobo nem nada, está investindo em um sistema operacional para celulares com base no Linux. A idéia é desbancar o Windows Mobile. Para isso o Google não pretende cobrar por licença de uso dos fabricantes de celulares, como faz a sua rival, mas ao invés disso usará o novo sistema como plataforma para propaganda nos celulares. Para transformar a idéia em realidade, a empresa está desenvolvendo uma série de aplicativos como buscadores, mapas online, e um novo browaser de navegação para celulares. O sucesso da empreitada dependerá da capacidade do Google de negociar a sua nova idéia com os fabricantes de celulares.

Extraído da Revista ComCiencia, texto por Luciano Valente

 

Entre os dias 24 e 29 de setembro, ocorreu em Portugal o evento Prototipagem Virtual Rápida 2007 (VR@P, na sigla em inglês). Realizado no Instituto Politécnico de Leiria. O fórum tinha como objetivo promover a integração entre as várias disciplinas envolvidas na pesquisa de protótipos físicos e virtuais. Com três trabalhos sobre o software InVesalius, a equipe brasileira do Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), localizado em Campinas (SP), ganhou destaque pelo trabalho conjunto de médicos e programadores e também pelo fato do software ser livre.

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Ibase reforça movimento de software livre ao oferecer capacitação a ONGs e migrar sistemas operacionais

Uma das principais ONGs brasileiras e pioneira no uso da internet (lançou o Alternex em 1988), o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) passa a oferecer, a partir de outubro, cursos de capacitação para que organizações da sociedade civil e comunitárias possam migrar seus sistemas operacionais e programas de escritório para suites BROffice e Linux.

Os interessados devem enviar e-mail para softwarelivre@ibase.br.

A iniciativa – que incluiu a inauguração de uma Sala de Treinamento no próprio Ibase — contou com o apoio da Fundação Ford, por meio do projeto Democratizando a Informação.

Com o engajamento do Ibase, que tomou a decisão de migrar seus sistemas operacionais e aplicativos desde 2005, o movimento de software livre (SL) recebe um reforço importante entre as organizações da sociedade civil. O SL vem sendo cada vez mais utilizado como alternativa ao monopólio da informação.

Diversos governos (como o brasileiro), instituições, além de empresas, já o utilizam. “Acreditamos que este é um passo importante na luta para aprofundar a democracia e garantir o acesso a informação”, diz Leonardo Méllo, da coordenação de Indicadores e Gestão da Informação do Ibase.

Uma notícia interessante da conferência anual do OpenOffice.org, realizada em Barcelona: o fabricante de PCs Everex passou a incluir o OpenOffice.org pré-instalado em uma das linhas de computadores que vende na cadeia WalMart. A linha foi lançada em Julho, direcionada à volta às aulas nas escolas norte-americanas, pelo preço de US$ 298.

Um representante da Everex enviou uma mensagem de vídeo para a conferência, contando que o micro com o OpenOffice.org 2.02 foi distribuído a lojas por todo o país, e a resposta foi “fantástica”. Segundo ele, não apenas a Everex recebeu cobertura positiva na mídia, como ainda o interesse dos consumidores chegou a triplicar os acessos ao site da empresa. O feedback da WalMart também foi positivo: eles solicitaram que todas as unidades futuras incluam o OOo.

Saiba mais (linuxelectrons.com).

A comunidade OpenOffice.org anunciou hoje que a IBM se unirá a comunidade, colaborando no desenvolvimento do software OpenOffice.org. A IBM fará contribuições iniciais do código que tem desenvolvido como parte de seu produto, o Lotus Notes, incluindo melhorias de acessibilidade, e fará contribuições continuadas à melhoria das características e qualidade do código do OpenOffice.org.
Além do mais, trabalhar com a comunidade no software de ferramentas livres de produtividade, a IBM também irá usar a tecnologia de OpenOffice.org em seus produtos.
Tradução livre: Claudio F Filho

Fonte: OpenOffice.org

Depois dizem que é só no Brasil que acontece. Para emplacar o Open XML a Microsoft está apelando para tudo. Na Suécia, durante a reunião da SIS (que regula a padronização no país) que votaria a adoção do Open XML, mais de 20 empresas apareceram nos últimos instantes para votar a favor do novo formato. Este voto seria importante para a  votação na ISO. Detalhe: todas eram certificadas Microsoft e foram na reunião não por amor ao novo formato, mas porque um funcionário da Microsoft prometeu uma “contribuição em marleting” (no melhor estilo Marcos Valério). Embora tenha admitido que realmente aconteceu isso, a M$ diz que a oferta foi rapidamente retirada. Sei…

Mais: Open XML rejeitado pela ISO

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Já haviámos comentado a possibilidade aqui e realmente ocorreu: a Microsoft teve o seu Open XML rejeitado pela JTC1, o comitê técnico da ISO (Organização Internacional de Padrões). A empresa deverá ter uma nova chance em fevereiro do ano que vem, na próxima reunião do comitê em Genebra, quando deverá ter revisado o padrão à luz das críticas feitas neste último encontro e ter feito as devidas correções. Se tivessem feito isso com o Windows…

openxml.jpgAo que parece ainda não foi dessa vez que a Microsoft conseguiu emplacar o seu Open XML. Para quem não conhece, o Open XML é o formato padrão de arquivos do Office 2007 proposto pela Microsoft como resposta ao padrão ODF (Open Document Format) usado pelo Open Office, que foi aprovado no ano passado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas, que define padrões para o mercado brasileiro e que não é um tipo de teclado). Apenas para se ter uma idéia do tamanho da briga, A IBM, a Oracle, a Sun e o Google, defendem o ODF (criado pela comunidade de software livre) como padrão para documentos, contra as pretensões da  Microsoft.

O problema, segundo a comissão de estudo CB-21/SC-34 da ABNT, é que o Open XML não garante compatibilidade com outros softwares que não sejam da própria Microsoft. Muito embora isto seja negado pela empresa, segundo a ABNT os dados do documento de 6 mil páginas sobre o padrão apresentados pela Continue reading ‘Open XML rejeitado pela ABNT’ »

Ao ler este artigo no C#BR, fique preocupado com a falta de formação em ciência de computação que o pessoal tem hoje em dia. Daí eu ter escrito esta crítica.

Antes de mais nada comecemos com uma pérola encontrada no Manifesto do Xprevail: know_the_xprevail.gif“Esse modelo traz o benefício da total transparência para os objetos de negócios, pois eles nem mesmo sabem que estão sendo persistidos”. É uma base de dados ou inteligência artificial? Será que os objetos concientes do Prevayler, um dia irão se unir para
escapar da escravidão .NET e dominar os humanos?

O documento não explica os conceitos, já que diz que se baseou no Prevayler mas não usa nenhum código anterior, além de suas próprias idéias (?).  Qualquer conceito que se  preza independe da linguagem, como criptografia, rede IP etc…. Ele não explica o conceito, porque já deve ter partido para a programação direto. Ou seja, ele NÃO tem um conceito definido.

Outra pérola: “A aplicação pode ser negativamente afetada por um grande número de classes ‘auxiliares’ geradas para realizar as operações em cima dos objetos de negócio”. Muto frágil para um código aberto. Mais um indicativo de falta de conceito, além de erros básicos na contrução da hierarquia de objetos. Nada que um bom trabalho de análise não corrija. Mesmo assim a análise precisa de uma orientação, ou seja do conceito. Nem pensar em olhar o código.

Como já havia me decepcionado com o Xprevail, buquei conhecer o Prevayler, para checar se o problema é somente do Xprevail. Ao procurar sobre Klaus Wuestefeld, criador do “conceito”, só encontrei um site em construção. Inclusive no Wikipedia, onde talvez um dia houve uma biografia, agora há um “404″. Porém encontrei no Database Debukings, uma discussão reveladora sobre o assunto com a participação do próprio Klaus.

Enfim, “prevalência”, tirando toda a fantasia livre-Java-moderninha é nada mais do que acessar dados em memória RAM. Putz, eu tinha isso em DOS com o RAMDISK, há quinze anos atrás. Se eu criar uma instância MySQL no RAMDISK então eu teria o melhor dos dois mundos, velocidade e SQL! Até com Clipper eu já fiz isso!

Vão dizer que o problema é que Klaus é brasileiro. Mas, como já falei, a falta de um conhecimento de ciência da computação mais profundo, pode levar a acreditar qualquer coisa que pareça promissora. Para desafiar a substituir o uso de banco de dados, que são baseados em teoria matemática (Teoria dos Conjuntos e Estatística) , a “prevalência” deveria apresentar conceitos ainda mais sólidos! Mas nem conceito eu encontrei…

Se lhe apresentarem um novo conceito de acessos a dados diferente do convencional só dê atenção se eles tiverem um exemplo rodando uma folha de pagamento ao mesmo tempo que atualiza um plano de contas…

Quem conhece o código interno (standart) utilizado pelo R/3 (o ERP da SAP) , sabe que piratas-do-caribe01.jpgtodos os requisitos técnicos (regras de programação, compatibilidade e performance) que são impostos aos desenvolvedores, raramente são praticados pela empresa, o que é muito estranho. E já ouvi boatos, que não posso confirmar, de consultores que encontraram o seu próprio código, feito para um cliente que usava o R/3, no código standart SAP, como parte do pacote vendido às empresas.  Acho que só iremos para de ler notícias como essa quando todos os códigos forem livres. Mas aí, como garantir os direitos autorias?

Segue a notícia no TI Inside.