Archive for the ‘Mercado’ Category

A Microsoft quer o Yahoo!

No dia 1o. deste mês, a Microsoft ofereceu US$44,6 bi pelo Yahoo! com o objetivo de invadir o crescente mercado de publicidade online. Segundo a empresa de Bill Gates, a oferta daria um lucro aos acionistas de 62% em relação à cotação das ações da Yahoo! na bolsa naquele dia, além de “criar um mercado mais competitivo” segundo a empresa, ou seja, incomodar a hegemonia do Google em um mercado de US$40 bi em 2007 e que se espera que dobre até 2010. Esta oferta é bem oportunista, já que a Yahoo! parece passar por um inferno astral: no dia anterior anunciou 23% de prejuízo, demitiu mil funcionários (do total de 14,5 mil), o ex-chefe executivo Terry Semel deixou a junta diretora e o diretor executivo, Jerry Yang (co-fundador), informou que pensa em reduzir em até 7% a massa salarial ainda em fevereiro.

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A notícia veio um dia após a Justiça dos Estados Unidos anunciar que continuará monitorando, a Microsoft para se certificar que ela não adote práticas monopolistas (Imagina! Nunca fizeram isso!…) extendendo o prazo até 2009. Talvez isso deixe o Google um pouco mais tranquilo, já que acusou o golpe: chamou de “pertubadora” a negociata e afirma que a rival pode “estender para a internet o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada que mantém sobre os PCs” como declarado no blog corporativo, além de frases como “Enquanto a internet premia inovação competitiva, a Microsoft procurou estabelecer monopólios –e então usar sua dominação para novos mercados adjacentes” dita por David Drummond, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo (De onde eles tiram tanto pensamento negativo?).

O Google tem telhado de vidro se falar domínio do mercado: a consultoria comScore afirma que em dezembro, o Google foi utilizado para 62,4% das buscas, seguido pelo Yahoo!, com 12,8%. Já a Microsoft ficou com apenas 2,9%. Este será o argumento da defesa da Microsoft quando apresentar a oferta para aprovação pelo Congresso Americano.

Por ironia do destino, poucos anos atrás, O Yahoo!, que já foi a melhor ferramenta de busca da internet, decidiu não comprar o Google, quando Page lhes deu a oportunidade. (Se arrependimento matasse…)

Qtrax promete downloads de musicas gratuitas das grandes gravadoras

Qtrax

    Segundo a Qtrax, serviço que será patrocinado por anúncios, foi fechado um acordo com 4 grandes gravadoras para liberar 25.000.000 (isso mesmo, 25 milhões) de músicas para download gratuito via rede P2P. O usuário poderá baixar quantas músicas quiser, que serão protegidas por DRM e só podem ser executadas no Qtrax Player (disponível apenas para Windows), um aplicativo online que exibe anúncios enquanto toca as músicas. Como o player exibe anúncios em tela cheia, isso que deve afastar usuários que escutam músicas trabalhando.

  No site da Qtrax, são informados acordos com a Universal Music, Sony-BMG, Warner Music Group e EMI, mas a Warner nega que tenha fechado acordo e a Universal e a EMI disseram, que negociam com a Qtrax, mas ainda não fecharam nenhum acordo. A Sony ainda não havia se pronunciado. Ainda segundo o site, a monetização será feita com um percentual da receita publicitária do serviço repassado às gravadoras e aos artistas mais ouvidos.

  Se o serviço deixar a fase beta e confirmar a participação dos grandes estúdios será mais um exemplo que as gravadoras estão flexibilizando suas exigências para vender músicas online.

Pronta ou não, a Qtrax investiu 30 milhões de dólares na empreitada e se dará certo ou não, só após o lançamento saberemos

Via: Engadget

Dúvidas em relação à TV digital

 Acho que a TV digital não emplaca de cara. Será muito caro e como diz o artigo de capa da Revista Pesquisadores no projeto de implantação no CNPQPesquisadores no projeto de implantação no CNPQ149_materia.jpgComCiência, quem pode pagar, já possui internet banda larga (com opção de comprar uma placa de cídeo e ver TV no micro). O fato é que as empresas estão apostando em um sucesso semelhante á da internet. A história já mostrou que não é bem assim que acontece. A internet foi sucesso independente das ações de empresas. São as pessoas e suas necessidades que fizeram a internet o que é. Tradicionalmente as redes de televisão controlam o conteúdo, o que as pessoas podem ver. Se a interatividade (que não virá agora), for controlada ou direcionada nos moldes tradicionais das redes televisivas, ninguém irá usá-la e nem pagar por ela. A internet evoluiu muito em parte por que confere acesso a serviços e conteúdos muitas vezes gratuitos. Eu não me vejo pagando o acesso e o conteúdo que apenas para entretenimento. Ou alguém já ouviu falar que operadoras de tv a cabo ganham a maior parte do faturamento por causa do pay-per-view?

Orkut dos ricos e famosos

Dia 25 de fevereiro de 2008, será o lançamento do “Orkut dos ricos” no Brasil: a rede social exclusiva Social Life, criada pelo empresário Nilton Alexandre de Souza e mais três investidores paranaenses. O site pretende oferecer várias funcionalidades extras, além daquelas já oferecidas pelas redes de relacionamento atuais como possibilidade de fechamento de negócios, serviços, consultorias, entretenimento, informação e até oportunidades de emprego.

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A idéia pega onda no crescente sucesso das redes sociais como Orkut, Facebook e MySpace e é inspirada no ASmallWorld - rede para ricos americanos e que conta hoje com 260 mil usuários, 7% deles brasileiros. o Social Life, é um site onde “as personalidades mais famosas e bem-sucedidas do Brasil vão poder mostrar seu estilo, luxo e glamour”. O público-alvo do projeto são as famílias das classes A e B, cuja renda é de mais de dez salários mínimos por mês (R$3,8 mil), fatia da sociedade que aumentou 7,3% em 2007, segundo pesquisa da Latin Panel. Espera-se que novo site renda 4,3 milhões por mês aos criadores.

Embora qualquer pessoa possa se cadastrar e convidar amigos, todos deverão passar pelos rigorosos critérios estabelecidos pela equipe da Social Life, que irá checar dados como perfil pessoal, social e profissional do candidato. Apenas os selecionados serão efetivamente usuários do sistema, além de ter que pagar R$ 79 por mês para continuar usando o serviço. O Social Life espera receber 550 mil pessoas até fevereiro do ano que vem, sendo que apenas 10% deverão ser aceitos. Após fevereiro de 2008, apenas pessoas convidadas pelos usuários poderão entrar.

Comunicação à velocidade da luz

Por Fabio Reynol para Revista ComCiência
 
“O que foi que Deus arrumou?” Esta pergunta entrou para a história em 2 de maio de 1844 quando foi possível percorrer 65 quilômetros entre as cidades de Washington e Baltimore à velocidade da luz. O telégrafo, uma patente recém-registrada pelo norte-americano Samuel Morse, inaugurou naquela data o mundo da comunicação instantânea. A invenção gerou a dissociação do transporte com a comunicação de uma vez por todas e foi o gatilho de outras tecnologias que aumentaram o tamanho e o alcance das mensagens e, para alguns, encolheram o planeta.

Há quase dois séculos daquela transmissão, somos os herdeiros de suas conseqüências, entre elas, o aparato tecnológico que inclui as redes de alta velocidade (com e sem fio), os satélites, as fibras óticas, as antenas, os transmissores, os computadores e até os programas que gerenciam e movimentam as informações. Toda essa parafernália, cujo representante mais popular é a internet, foi batizada de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) e seu advento ainda está mudando a nossa sociedade, nossa economia, cultura, maneira de interagir com o mundo e de entendê-lo.

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Microsoft leva o Facebook e Google reage com o OpenSocial

A Microsoft informou que as contas vão bem. Com faturamento de miseros US$13,76 bilhões no último trimestre, devido ao aumento de vendas do Vista e do Halo 3, venceu a disputa já comentada aqui e conseguiu comprar a participação de 1,6% no Facebook, por também uns trocados: US$ 240 milhões. Bill Gates está de olho nos 48 milhões de usuários do site. Para não ficar pra trás, o Google decidiu partir para outra estratégia: se não pode ter o Facebook, vai acabar com o mercado dele.

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O Facebook recentemente abriu um espaço para novos desenvolvedores, e chegou ao montante de 5 mil programas produzidos que posteriormente foram adotados por milhões de usuários do site, os quais os usam para aumentar a interação na rede de relacionamento. O Google então resolveu reunir no primeiro dia deste mês, os sites de relacionamento Orkut, LinkedIn, hi5, Friendster, Plaxo e Ning, para juntos estabelecerem normas para o desenvolvimento de programas para os usuários destas redes se comunicarem entre si (mas não com o Facebook), sob uma plataforma que está sendo chamada de OpenSocial. Os criadores das ferramentas mais acessadas no Facebook: iLike, Slide, Frixter e RockYou devem anunciar que farão versões destas aplicações para o OpenSocial.

As especulações sobre como o lançamento do OpenSocial vai afetar o segmento de redes sociais tem claro objetivo: amarelar o anúncio de um novo sistema de publicidade no Facebook, que é espaço exclusivo da Microsoft e foi criado para competir com o Google. Como notícia ruim nunca vem sozinha, a Microsoft irá pagar US$709 milhões (497 milhõe de euros) na multa por abuso de posição dominante (imagina!) movido pela Comissão Européia.

No capítulo anterior: Google lança ‘Android’, sistema operacional aberto para celular

Brasil é país em que uso de computador mais aumentou, diz pesquisa

O Brasil foi o país que registrou o maior aumento no uso de computadores entre 2002 e 2007, apontou uma pesquisa realizada pelo Pew Institute Research, dos Estados Unidos. A pesquisa, realizada com mil entrevistados, indicou que o número de pessoas que usam computador no país subiu de 22% para 44%, um salto de 22 pontos percentuais.

O estudo global, que ouviu pessoas em 35 países, mostrou que o Brasil foi seguido pela Eslováquia, com aumento de 21 pontos percentuais em relação a 2002, para um total de 73% dos entrevistados. Em terceiro veio a Bulgária, que registrou aumento de 19 pontos percentuais.

Apesar de ter dado o maior salto, a utilização de computadores no Brasil ainda é bem menos disseminada do que em países desenvolvidos, como a Suécia onde 82% dos entrevistados disseram usar a tecnologia, o maior índice mundial.

Em segundo ficou a Coréia do Sul (81%), seguida pelos Estados Unidos (80%). “Apesar de o uso de computadores ter aumentado em muito países pobres ou em desenvolvimento nos últimos cinco anos, ainda é perceptível um abismo digital, fazendo com que o uso de computadores ainda seja maior nos países mais ricos”, avalia o relatório.

Na América Latina, o Brasil foi seguido pela Bolívia, que registrou um crescimento de 15 pontos percentuais, passando de 31% para 46%. Em terceiro está o Peru, com 13 pontos percentuais, e em último ficou o México, com aumento de apenas dois pontos percentuais.

Celular
O relatório do instituto de pesquisa americano mostrou ainda que a proporção do número de pessoas com telefone celular também cresceu nos países analisados, registrando um aumento médio de 24 pontos percentuais nos últimos cinco anos.

No Brasil, 64% dos entrevistados disseram ter celular, um aumento de 28 pontos percentuais em relação a 2002, colocando o país na quarta posição entre os países latino-americanos analisados.

Os argentinos foram os que mais aumentaram o uso do celular na região, passando de 28% para 63%, um salto de 35 pontos percentuais. A tendência de ascensão foi seguida pelos bolivianos, com crescimento de 32 pontos percentuais.

No âmbito mundial, a Rússia saiu na frente, onde 65% dos entrevistados disseram ter um celular, um aumento de 57 pontos percentuais.

O país com a menor taxa de crescimento foi a Itália, que desde a sondagem anterior continuou estagnada no índice de 79%.

Via: BBC Brasil

SAP x Oracle: rivais nas compras

baupirata.jpgPor 4,8 bilhões de euros, a SAP pretende adquirir a Business Objects. A oferta, feita no último domingo (07/10), já foi aprovada pelo conselho diretor, só faltando a decisão dos acionistas, que deve ser pela venda já que a SAP está pagando 20% além do valor de mercado da Business Objects (pelo menos é o que afirma o jornal Financial Times).

Esta é uma resposta à compra da Hyperion (também especializada em business intelligence e concorrente da Business Objects) pela Oracle, em março, já que SAP não pretende ficar para trás. Na verdade, tudo faz parte de sua estratégica de dobrar seu mercado até 2010.

No último capítulo da briga: SAP x Oracle sem acordo