Archive for the ‘Infra-estrutura’ Category

 Opinião: Meu computador emite gases do efeito estufa enquanto funciona? Eu concordo com o controle da emissão na geração de eletricidade (felizmente o Brasil não tem este problema), mas temos que atacar outros setores. O de sistemas operacionais, (leia-se Microsoft), é um dos maiores culpados da necessidade de se ter um computador cada vez mas potente, mais caro e mais gastador de eletricidade. Qual foi realmente o ganho de produtividade que houve desde o Windows 2000? Comprei um novo computador recentemente com um 1Gb de memória, pensando em usá-lo com conforto durante algum tempo. Com o Windows 2000 sobra memória disponível. Se eu instalar o Windows Vista vira uma carroça, já que 1Gb é o mínimo necessário. E olha que eu nem menconei o Linux!

The Economist - 06/03/2007

As pessoas, os lugares e tudo o mais que existe dentro do Second Life - um próspero mundo virtual on-line com milhões de residentes -, podem ser imaginários -, mas o consumo de eletricidade dos computadores que mantém essa ilusão é bem real. Nicholas Carr, escritor e autor de um blog especializado em economia recentemente calculou que, como resultado de suas atividades no plano virtual, cada um dos cerca de 15 mil residentes que, em média, ficam conectados ao mesmo tempo no site, consome quase a mesma eletricidade que a média de uma pessoa no Brasil na vida real. Os habitantes do Second Life “não têm corpos, mas deixam pegadas”, concluiu Carr. 

 

É apenas um exemplo da crescente preocupação com o consumo de energia e o impacto ambiental dos computadores e, em particular, das salas repletas de aparelhos de grande capacidade usados pelas empresas, conhecidas como centros de processamento de dados. Um estudo do Lawrence Berkeley National Laboratory, divulgado no mês passado, revelou que o consumo de energia dos centros de processamento de dados dobrou entre 2000 e 2005. Atualmente, isso representa 1,2% do consumo de eletricidade nos Estados Unidos, embora outros cálculos apontem um número ainda maior, de 4%. 

As empresas atualmente gastam até 10% de seus orçamentos de tecnologia em energia, segundo Rakesh Kumar, da consultoria Gartner, sendo que apenas metade disso é usada pelo computador em si; grande parte do consumo é para o resfriamento. Outra consultoria, o IDC, estima que o consumo de energia é atualmente uma das cinco maiores preocupações dos administradores de sistemas de computação. 

O consumo de energia aumenta em função da ascensão da internet, é claro, mas também pela forma como os computadores, historicamente, vêm sendo projetados: para maximizar o desempenho a qualquer custo. Entre 1996 e 2006, o número de servidores - computadores que distribuem os recursos em uma rede - em funcionamento aumentou de 6 milhões para 28 milhões, segundo Jed Scaramella, do IDC. O consumo médio de cada um cresceu de 150 para 400 watts. 

A situação, no entanto, começa a mudar e a indústria da computação foi tomada pelo entusiasmo com a “computação verde”. A Dell, uma das maiores fabricantes mundiais de computadores pessoais, recentemente lançou um sistema que permite a seus clientes plantar árvores para compensar as emissões tóxicas resultantes do consumo de seus computadores. A DigiPlex, uma empresa escandinava que administra centros de dados, sustenta que armazenar servidores em suas instalações em Oslo é mais “verde” do que em qualquer outro lugar na Europa, já que a Noruega gera 99% de sua eletricidade em hidrelétricas. 

Nesta semana, algumas das principais empresas do setor, como AMD, Dell, Hewlett-Packard, IBM, Intel, Microsoft e Sun, lançaram o consórcio “Grade Verde”, dedicado a reduzir o consumo dos centros de dados. 

Três soluções em particular poderiam ajudar. A primeira é o processador “multinuclear”, no qual o desempenho é aperfeiçoado por meio de vários dispositivos de processamento (núcleos) em cada chip, o que é muito mais eficiente em termos de energia. AMD, Intel e Sun agora informam o “desempenho por watt” de seus chips (por exemplo, o trabalho feito com cada unidade de energia), em vez de simplesmente enfatizar o desempenho bruto. Os chips de núcleo duplo são algo comum atualmente e os de núcleo quádruplo começam a disseminar-se. A mudança de dois para quatro núcleos nos últimos 18 meses melhorou o desempenho por watt em 4,5 vezes, segundo Stephen Smith, da Intel. O consumo médio por servidor poderia estabilizar-se nos próximos anos, destaca Scaramella. 

A segunda solução seria usar fontes de energia mais eficientes. Atualmente, os centros de dados realizam várias conversões entre corrente alternada e corrente contínua, o que desperdiça energia e gera calor, aumentando a necessidade de resfriamento. Seria muito mais eficiente alimentar os servidores diretamente de uma fonte central de corrente contínua. O centro de dados Data393, de Denver, no Colorado, tentou essa técnica e diz poder reduzir o consumo em quase 20%. O problema é que não há um padrão único para fontes de energia de corrente contínua, portanto tais economias não podem ser facilmente alcançadas em um centro de processamento de dados repleto de equipamentos de diferentes vendedores. O desenvolvimento de um novo padrão de fornecimento de energia é um dos objetivos do novo consórcio. 

A terceira solução é o uso mais cuidadoso dos sistemas de resfriamento. A HP, por exemplo, desenvolveu um sistema chamado de Dynamic Smart Colling (resfriamento dinâmico inteligente), que conecta os sensores de temperatura instalados nos servidores ao ar-condicionado, de forma que o ar resfriado seja direcionado a cada servidor em particular quando necessário. Tais sistemas podem reduzir os custos com resfriamento entre 25% e 40%, segundo Paul Perez, da HP. Mais uma vez, no entanto, são necessários padrões para assegurar que os diferentes sensores e sistemas de resfriamento possam “comunicar-se” entre si. 

Tudo isso, levará tempo. “Até agora, é tudo conversa”, diz Kumar. Os custos com energia continuarão a subir e rivalizarão com os gastos anuais nos próprios aparelhos até 2010, prevê Scaramella. À medida que os administradores fiquem mais desconfortáveis com os custos de energia, ficarão mais interessados em substituir os velhos servidores por novos, com chips de vários núcleos; instalar fontes de energia mais eficientes; e adotar sistemas de resfriamento mais avançados - em outras palavras, em comprar montes de novos equipamentos. Para os vendedores, as contas de eletricidade cada vez mais caras representam uma grande oportunidade. 

Opinião: Ao que parece, a informatização da Justiça enfrenta o problema de desconhecimento do que seja tecnologia e de seus benefícios, um tipo de preconceito que eu vivenciei no ínicio da minha carreira quando computadores ainda eram raros nas empresas. Tive chefe que achava que eu não estava fazendo nada sentado no computador ao invés que levar papelada de um lado para o outro. Mas dizer que video conferência é ilegal porque o reú deve sempre ficar cara-a-cara (fisicamente) com o júiz, é no mínimo ridículo.

Robespierre B. Gonçalves

Segue a notícia:

Judiciário quer mas não consegue se informatizar

por Aline Pinheiro e Gláucia Milicio

Justiça cega para informática?Qualquer administrador de empresa, por mais micro que ela seja, reconhece as vantagens da informatização para o sucesso do empreendimento. Qualquer operador da Justiça também sabe disso. Ao contrário dos empresários, no entanto, o Judiciário resiste bravamente a usar e explorar as vantagens que os computadores podem proporcionar ao bom desempenho de sua missão.

O Judiciário sabe que precisa, mas é lerdo demais para se modernizar. Como entender que, num país onde há um cyber café em cada esquina, a Justiça ainda use máquinas de escrever e armazene pilhas e pilhas de processos em papel? Justificativas existem aos milhares. Falta investimento, falta organização, mas, principalmente, falta a vontade de inovar. Um dos principais freios da modernização do Judiciário é o conservadorismo que impede que os responsáveis pela Justiça troquem o fax e o oficial de Justiça pelo e-mail.

Veja-se o caso da penhora online. Na Justiça Trabalhista, ela é um sucesso. Mas só para quem a usa. Boa parte dos juízes, amantes das tradições, prefere manter o procedimento convencional de penhora, que leva dias, a ver a sua ordem cumprida em segundos. É natural a dificuldade de inserir na era virtual um profissional que há décadas está acostumado com pilhas de processo de papel e a não ter compromisso com prazos. “Existem os entusiastas que querem saber de todas as novidades, mas também há os profissionais mais idosos que simplesmente não se adaptam”, acredita o advogado Nehemias Gueiros.

O conservadorismo que faz com que juízes continuem fazendo manualmente tarefas que poderiam ser feitas no computador com mais rapidez e mais qualidade é um dos responsáveis também pela falta de investimento em informatização. Segundo os dados de 2005 do Justiça em Números — Indicadores Estatísticos do Poder Judiciário, levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça, o Judiciário investe em informatização apenas uma pequena fatia de seu orçamento.

Em 2005, a Justiça Federal foi a que mais investiu em informática: 2% da sua despesa total. A Estadual veio logo em seguida, com 1,9% e a Trabalhista, considerada a mais moderna, investiu menos ainda, 1,2%. De R$ 23 bilhões gastos com o Judiciário em 2005, apenas R$ 500 milhões foram destinados para informática. Assim, não é de se estranhar que em nenhum ramo da Justiça a relação entre o número de servidores e de computadores seja de um para um. Impera o princípio do compartilhamento: enquanto um funcionário usa o computador, o outro sai para tomar um cafezinho.

“Antes de investir R$ 1 em juízes, que são imprescindíveis, é preciso investir muito em tecnologia para potencializar os meios pelos quais o atual aparato burocrático dá respostas ao jurisdicionado”, aconselha o advogado Eduardo Mahon.

Faz sentido digitalizar a Justiça diante do grau de exclusão digital no país (de cada seis brasileiros, um tem acesso a computador)? A experiência em outros setores da sociedade mostra que sim, que mesmo os excluídos digitais acabam se beneficiando com a modernização. O Brasil tem, hoje, um dos mais altos índices de informatização bancária no mundo. A votação eletrônica é um sucesso. A maioria quase absoluta dos contribuintes prefere fazer sua declaração de renda pelo computador e pela internet. Estes avanços facilitaram a vida dos cidadãos em geral e eliminaram filas nas portas dos bancos, das cabines eleitorais e dos postos da Receita Federal.

As filas também são menores nos Juizados Especiais Federais, a melhor prova de que informática faz bem à saúde do Judiciário. Em termos de informatização, são eles os grandes pioneiros do Judiciário. Em São Paulo, por exemplo, não há mais papéis. Todo o processo é virtual. O cidadão vai até o juizado, leva todos os documentos que precisa e toda a digitalização é feita lá. Ele volta para casa com o seu processo encaminhado e os documentos. Nada fica na Justiça.

Avanços notáveis, como este, não impedem recuos relativos. Jader Carlos Videira, diretor da divisão da informática dos Juizados Especiais Estaduais de São Paulo, conta que muitos advogados usavam os dados obtidos na consulta processual online para captar novos clientes. Para acabar com o caça-cliente, foram instaladas senhas que permitem apenas aos advogados das partes terem acesso a todas as informações. Os outros apenas podem ver o andamento processual.

Peso da lentidão

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, acredita que a Justiça deve estar informatizada em cinco anos. A aposta da ministra é fundamentada. No próximo dia 20, entra em vigor a Lei 11.419/06, que regulamenta a informatização do processo judicial no Brasil. A grande novidade é que o advogado, um dos braços da Justiça, ganhará um papel ativo no processo eletrônico, e não apenas passivo.

Além de consultar andamentos processuais, ferramenta que já está em prática há pelo menos uma década, poderá apresentar peças, recorrer, solicitar documentos e ser intimado. Se não der vírus, as filas nos cartórios e fóruns podem estar com os dias contados.

A troca do papel físico pelo digital é uma das principais aliadas para reduzir a morosidade da Justiça. Segundo dados do Supremo Tribunal Federal, 70% do tempo de tramitação de um processo é consumido pelo chamado “tempo neutro”, que também poderia ser chamado de tempo da burocracia. É aquele gasto com carimbos em documentos, transporte e separação de papéis. A informática tem o dom de reduzir consideravelmente estes passos processuais e de agilizar os passos que tiverem de sobreviver.

A simplificação do processo sempre gera resistência. Por ser a primeira vítima da informatização, é natural que a burocracia seja a maior adversária de sua implantação. O carimbador de papel é levado a pensar que com o computador perderá sua mesa de carimbação. Poderia pensar que com o computador desempenharia tarefas mais úteis.

Em 2005, o Ministério da Justiça tentou acelerar a informatização do Judiciário por meio de uma parceria com a fábrica de cigarros Souza Cruz. O projeto, batizado de Justiça sem Papel, tinha como objetivo custear e auxiliar no desenvolvimento de propostas para a modernização do Judiciário brasileiro. Informática era seu forte, claro.

A empolgação durou pouco. O Ministério Público entrou com Ação Civil Pública e a Justiça Federal suspendeu a execução do projeto. O desembargador Antônio de Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, condenou o envolvimento do Judiciário em “parcerias espúrias, moralmente reprováveis e constitucionalmente repudiadas, a ponto de comprometer o bom nome, a moralidade e o magnânimo papel da Justiça, garantido e consagrado pelos comandos da Constituição da República Federativa do Brasil, para a segurança jurídica de todos”.

O MP e o TRF-1 condenaram a iniciativa não por suas virtudes ou defeitos, mas por uma suposta inidoneidade da Souza Cruz, mesmo sendo uma empresa legalmente constituída e em dia com suas obrigações. “Já tínhamos diversos projetos inscritos. Em Niterói (RJ), estávamos começando a implementar um deles quando tivemos de suspender. É uma pena”, lamenta Pierpaolo Botini, secretário de Reforma do Judiciário, órgão do Ministério da Justiça.

Pilotos aqui, pilotos acolá

Na falta de um programa nacional ou setorial, continuam a pipocar experiências tecnológicas em diferentes unidades da Justiça. Em Mato Grosso, foi inaugurado no dia 12 deste mês o Juizado Especial Digital, que permitirá que as petições sejam enviadas pela internet.

Em São Paulo, o estado mais entupido de processos e um dos menos informatizados, o Juizado Especial Estadual já apresentou a era digital ao chamado Expressinho, Projeto de Atendimento Diferenciado do Tribunal de Justiça de São Paulo, mantido em parceria com as empresas Eletropaulo, Embratel, Sabesp, Telefônica e Unibanco. Lá, os processos são digitalizados assim que o cidadão chega para apresentar queixa e ingressar com a ação, e as empresas são intimidas via e-mail.

O processo eletrônico chegou à cidade catarinense de Caçador. Na Vara Federal da cidade, foi instalada ferramenta que permite que todo o trâmite processual seja feito no mundo virtual. A idéia é que, a partir do dia 31 de março, todos os Juizados Especiais Federais da 4ª Região não recebam mais papéis. O processo terá de ser inteiramente digital.

Fora dos limites da Justiça, o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual tentou coibir o uso do papel. Fracassou. Inicialmente, os pedidos de registro feitos via papel deveriam ser rejeitados a partir de 31 de janeiro. Não deu. O prazo agora foi adiado para 28 de fevereiro mas, dificilmente poderá ser cumprido. Se por um lado os interessados reclamam que a imposição prejudicará aqueles que não têm acesso à internet, por outro o próprio instituto admite que o sistema digital ainda está em desenvolvimento e apresenta problemas.

Em Santarém, interior do Pará, a imposição da troca do material pelo virtual também fracassou. A Justiça Trabalhista tentou forçar os advogados a usar apenas o meio eletrônico para apresentar seus processos impedindo o uso do papel. Os defensores protestaram, dizendo que a medida arbitrária impediria advogados menos agraciados financeira ou culturalmente de continuar trabalhando. Lá, a voz da advocacia falou mais alto. “As mudanças não podem ser impositivas para que não haja um apartheid digital. Tem de ser gradativamente para as pessoas irem aprendendo a lidar com os programas”, pondera Alexandre Atheniense, presidente da Comissão de Informática da OAB.

Informática legal

A videoconferência, para tomar depoimentos de testemunhas e réus à distância, é outra solução tecnológica que pode ser usada com proveito. No Rio de Janeiro, a prática foi usada em 2002. Quatro presos considerados de alta periculosidade prestaram depoimento do presídio de Bangu para o Tribunal de Justiça fluminense. Em 2005, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região usou a ferramenta para permitir que uma testemunha no caso do Banestado, que estava nos Estados Unidos, depusesse.

Falta ainda consenso sobre a prática. Os defensores apontam vantagens, como o custo mais baixo e a segurança mais alta, e garantem que a videoconferência tem base legal desde que seja garantido o direito de o preso conversar com o seu advogado durante o depoimento e em sigilo. Os adversários dizem ser ilegal o preso depor sem estar cara a cara com o juiz. De qualquer forma, falta regulamentar a matéria. Projeto de lei sobre o assunto já tramita no Congresso Nacional.

Como toda inovação tecnológica, o sucesso da informatização depende da adequada aplicação dos meios. Vontade, apenas não basta. Em Ribeirão Pires, na região metropolitana de São Paulo, uma adoção por pouco não deixou de ser concluída por causa de problemas com a internet. Mãe biológica e pai adotante no Japão, pai biológico no Brasil. Todos reunidos, ainda que os dois primeiros virtualmente, na sala da juíza para que a criança fosse adotada. Não rolou. A internet não funcionou. A alternativa foi recorrer à subsecção da OAB na cidade para, de lá, concluir a adoção.

Caminho inverso

Ainda que resista a entrar no mundo virtual, a Justiça está sendo compelida a julgar o que nele acontece a todo o momento. Roubo, injúria, difamação, pedofilia, tudo isso que antes era feito apenas no mundo físico, hoje é perpetrado pelo computador e pela rede que os une mundialmente, a internet. E é lá que ficam as provas. O Judiciário nada contra a corrente toda vez que essas provas virtuais têm de ser materializadas no mundo real.

Por hora, a responsável por perpetuar a prova é a chamada ata notarial, feita nos cartórios. Lá, a página virtual é impressa, certificada e vira mais um papel no amontoado da Justiça. “A Lei 11.419/06 [que regulamentou a informatização no Judiciário] continua a tratar a prova documental ou escrita como documentos físicos de papel que devem ser digitalizados. Ela não considera as provas que nunca existiram em formato impresso, que foram geradas desde o início eletronicamente”, diz o advogado Ângelo Caldeira Ribeiro. Mais um desafio para a Justiça.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 24 de fevereiro de 2007

A mais nova versão da distribuição linux nacional Kurumin acaba de ser lançada. A versão 7.0 promete um sistema mais estável e melhor capacidade de atualizações. Nas versões anteriores a ênfase era o Live CD, de modo que as atualizações pelo APT frequentemente quebravam o sistema. Com a nova versão o Kurumim continua funcionando por Live CD e ainda oferece um ambiente mais estável para uso geral.

O Kurumim, produzido por Carlos Morimoto, é uma distribuição brasileira baseada no Knoppix e no Debian. A versão do Debian utilizada como base é a 4.0 (etch), cusa versão ainda não foi lançada. Isso demonstra a agilidade da equipe do Kurumim, que também se caracteriza pela facilidade de suporte a hardware bem diversificado, incluindo placas de TV, etc.

Acabei de instalar a nova versão, e a impressão até o momento é boa. O Hardware é: mobo K8N Neo 2 Platinum, Atlhon 64 3500+, 512 Mb, GeForce 6800, DVD-RW, 3 HDs IDE e um SATA. Instalei também o driver de vídeo nVidia baixado do site deste fabricante, sem maiores problemas, de modo a habilitar a aceleração 3D e rodar jogos como Doom 3 e Quake 4. A instalação é muito simples, demorando pouco menos de 20 minutos, e todo o hardware foi reconhecido.

O download como sempre pode ser feito no site do Guia do Hardware:

http://www.guiadohardware.net/gdhpress/kurumin/

Fonte: http://www.gaeta.eti.br

Spencer E. Ante - 12/02/2007 - Valor Online

A AT&T está no topo do mundo das telecomunicações. Poucas semanas atrás, Edward E. Whitacre Jr., executivo-chefe e presidente do conselho de administração da empresa, deu mais um retoque em seu império ao fechar um acordo para comprar a BellSouth, por US$ 86 bilhões. O negócio concluiu um vendaval de aquisições em que Whitacre praticamente refez a velha “Ma Bell” ao engolir 13 companhias na última década a um preço combinado de US$ 285 bilhões, incluindo a assunção de dívidas. 

No ano passado, os investidores recompensaram a voracidade de “Big Ed” levando o preço da ação da AT&T a uma valorização de 46%. A cereja do bolo? Bem, esta foi colocada no mês passado na Feira de Produtos Eletrônicos de Consumo de Las Vegas, onde a Cingular Wireless, o braço de telefonia celular da companhia, roubou as atenções ao anunciar uma parceria com a Apple para o lançamento do iPhone. 

Agora, a AT&T prepara-se para a próxima grande batalha das telecomunicações - a supremacia na internet. A arma escolhida pela AT&T é o Project Lightspeed, uma nova rede de internet que envia dados por meio de cabos de cobre e de fibra óptica enterrados no chão. A rede de alta velocidade e a tecnologia de televisão pelo protocolo da internet (IPTV) são cruciais para o plano da AT&T de agregar serviços telefônicos, televisão e conexões de internet - o elogiado “triple play” das telecomunicações. Em tese, o sistema permitirá à AT&T roubar clientes da concorrente Verizon Communications e de empresas de TV a cabo como Comcast e Time Warner. A AT&T ai injetar US$ 4,6 bilhões na construção de cabos de fibra óptica e tecnologia de apoio para alcançar 19 milhões de lares até o fim de 2008. 

 

Apesar do desempenho recente extremamente positivo, porém, a AT&T não sabe se o Project Lightspeed poderá cumprir a promessa. Problemas tecnológicos impediram seu lançamento no ano passado. E embora o serviço de TV esteja em operação em menos de uma dúzia de mercados, com preços menores que os das empresas de TV a cabo, um coro crescente de concorrentes, analistas e engenheiros mostra ceticismo sobre a possibilidade de a rede conseguir oferecer banda suficiente, daqui uns poucos anos, para suportar o serviço telefônico, a internet de alta velocidade e os fluxos múltiplos de TV de alta definição. 

As operadoras de TV a cabo vêm aproveitando o começo lento da AT&T, roubando clientes de telefone com suas próprias ofertas de “triple play”. Depois de investir mais de US$ 110 bilhões na melhoria de rede na última década para fornecer serviços de internet e vídeo digital, as companhias de cabo precisam fazer pequenas mudanças em suas redes para oferecer o serviço de telefonia. Até o terceiro trimestre de 2006, as cinco maiores operadoras de TV a cabo dos EUA haviam conseguido cerca de 6 milhões de novos clientes de telefonia baseada na internet. Por outro lado, a AT&T e a Verizon conseguiram, juntas, 222 mil clientes no segmento de TV. 

A Verizon está fazendo a aposta mais ambiciosa e arriscada. Ela pretende investir US$ 18 bilhões - três vezes mais que a AT&T - para levar a fibra ótica a cada um dos 18 milhões de lares que ela espera cobrir até 2010. A AT&T está levando a fibra óptica até as proximidades de cada residência, mas continua usando a fiação de cobre de telefonia já existente para a transmissão dos sinais de vídeo nos últimos metros. Como resultado, isso custará à Verizon US$ 1.750 para conectar cada residência, contra US$ 450 à AT&T. 

Apesar do custo elevado, a consultoria Investment Research acredita que a Verizon conseguirá um retorno para seu investimento até 2011. O motivo? Ela acredita que a amplitude de banda maior da rede da Verizon vai atrair mais clientes de telefonia, internet e vídeo - a preços maiores -, gerando assim cerca de quatro vezes mais receitas que o Project Lightspeed. 

Em 24 de janeiro, a Verizon confirmou essa tese ao anunciar que havia encerrado seu primeiro ano de operações com 207 mil clientes no segmento de TV, representando 9% das 2,4 milhões de residências capazes de receber seu serviço de vídeo em 2006. Apenas poucos meses atrás, a companhia esperava terminar 2006 com 175 mil clientes no segmento de vídeo. 

Os problemas da AT&T tornaram-se aparentes em dezembro, quando ela foi forçada a recuar nas metas do seu serviço de TV. Ao longo de 2006, a AT&T disse aos investidores que pretendia fornecer TV para cerca de 15 a 20 mercados até o fim do ano. Em novembro, a empresa estava em apenas duas cidades, San Antonio e Houston. Nos últimos dez dias de dezembro, a AT&T divulgou uma série de comunicados à imprensa anunciando que estava operando em mais nove mercados, incluindo San Francisco. Mesmo assim, isso é menos que a meta original. 

Não surpreende, portanto, que alguns analistas estejam céticos em relação a outra alegação sobre o Project Lightspeed: a de daqui dois anos ele produzirá lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e custos de amortização. Mesmo que a AT&T seja bem-sucesucedida na construção do Lightspeed, analistas acreditam que ele nunca produzirá um grande retorno com o segmento de vídeo. Esses profissionais afirmam que seu valor será de natureza mais defensiva - principalmente para ajudar a conter a fuga de clientes no segmento de telefonia, atrair novos consumidores de internet e tornar mais barato atender pedidos de clientes para mudar serviços. 

Lidar com as mudanças exigidas pelos clientes representa o maior custo de uma companhia telefônica. E ao atender mais dessas requisições eletronicamente, com o Lightspeed, ao invés de enviar técnicos às residências, a AT&T vai economizar dinheiro. Mas isso está longe da revolução do vídeo que a companhia vem vendendo. 

Dúvidas em relação ao projeto de vídeo da AT&T estão alimentando as especulações de que ela terá que comprar uma das duas operadoras de TV por satélite dos EUA, a DirecTV ou a EchoStar, para acelerar a entrega do serviço de TV. “A tecnologia IPTV da AT&T é inferior ao satélite ou ao cabo em termos de transmissão de vídeo, e eles não têm muito tempo para perceber isso”, afirma Aryeh Bourkoff, analista do banco UBS. 

Em 25 de janeiro, porém, Whitacre reafirmou o compromisso da AT&T com o Lightspeed. “Esse é o nosso Plano A e nós vamos ficar com o Plano A”, prometeu. Numa entrevista por e-mail, Whitacre disse que vários ajustes tecnológicos, como a vinculação de linhas telefônicas, permitirão à AT&T “aumentar bastante a amplitude de banda conforme a necessidade”. Além disso, executivos afirmam ter resolvido a maior parte dos problemas técnicos e de serviços aos clientes que atrasaram o lançamento. E eles continuam confiantes em sua decisão de apostar num sistema que é mais complexo tecnicamente que o da Verizon, argumentando que resultará num serviço de TV superior a tudo o que existe no mercado. Chris Rice, diretor de tecnologia da AT&T, diz que criar o vídeo em banda larga “foi muito mais complexo do que as pessoas imaginaram. Tivemos solavancos ao longo do caminho? Sim. Resolvemos os problemas? Sim”. 

Até agora, os clientes da AT&T parecem satisfeitos. Os preços são particularmente atraentes, em função do grande aumento das mensalidades da TV a cabo. O pacote básico da AT&T de 190 canais digitais a cabo, gravador de vídeo digital e link de internet sem fio e de alta velocidade custam US$ 74, em comparação aos cerca de US$ 90 de um pacote similar de TV a cabo. Alan Weinkrantz, cliente de San Antonio desde maio, diz que, comparado à TV a cabo, o guia de programação é mais fácil, os canais mudam mais rápido e ele pode gravar quatro programas de uma só vez. A maior parte dos sistemas a cabo permite a gravação simultânea de dois programas. “Se a imagem treme e fica granulada? Fica”, diz Weinkrantz. “Mas a mesma coisa acontecia na TV a cabo.” 

Os fanáticos por televisão, porém, não estão felizes com o fato não-divulgado de que a AT&T está dando assistência técnica a apenas um feixe de TV de alta definição ou HDTV por residência. Os serviços da Verizon e das companhias de TV a cabo dão suporte a múltiplos sinais de HDTV. Como a capacidade das linhas telefônicas de cobre diminui à medida que o fio fica mais comprido, o Lightspeed poderá não ter amplitude de banda suficiente no futuro, quando as residências tiverem várias TVs de alta definição. 

Nos próximos meses, a AT&T planeja lançar ferramentas incríveis. Mas como seu histórico no segmento de TV é de conseguir menos do que promete, isso poderá não convencer os céticos de que o Lightspeed está pronto para o horário nobre.

Fonte: Valor Online

Fonte: IDGnow

“O Ministério da Previdência Social (MPS) e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) fecharam uma parceria para garantir a qualificação de mais de 40 mil funcionários que intergram o quadro do MPS, do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).

Segundo o assessor especial do MPS, Francisco Mendes, a parceria surgiu da necessidade interna do órgão por qualificação e do interesse em trabalhar com software livre como plataforma para a educação a distância.

A parceria será realizada por etapas. Na primeira, três técnicos de cada uma das cem gerências do INSS de todo o Brasil farão treinamento sobre a plataforma moodle com auxílio do ITI, por meio do projeto Centro do Difusão de Conhecimento e Tecnologia (CDTC).

A segunda etapa será a qualificação de quase 200 monitores para trabalhar na Escola da Previdência com a criação e monitoramento dos cursos online. Inicialmente, a Previdência utilizará os equipamentos e sistema do CDTC até estabelecer um ambiente próprio para gerenciar a plataforma.

Segundo o coordenador do CDTC, Djalma Valois, outro ganho com a parceira será a elaboração de cursos livres para a sociedade com o foco nas questões da previdenciárias, como legislação, benefícios, entre outros.

*Com informações do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI)”

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O Windows Vista para o consumidor final deve começar
a ser vendido no final de janeiro (30/01), segundo algumas
redes como Carrefour, Saraiva, Fnac, etc. O lançamento será mundial.

Resta saber em que hardware este sistema será instalado. Boa
parte do parque instalado no Brasil não suporta ou não é
adequado ao uso do Vista em toda a sua potencialidade, com o aero.
Para isso estima-se que 1 Gb de RAM e uma boa placa 3D devam ser
suficientes. Para muitos consumidores a decisão de usar o Vista
envolve também a compra de um novo PC.

Usei o Vista RC1 e 2 em um Athlon 64 3500+, com 2 Gb RAM e placa
de vídeo GeForce 7800 GS com bons resultados.

 Fonte: www.gaeta.eti.br

O mercado de virtualização continua cada vez mais aquecido. Diversas empresas vem colaborando com isso, além da mais conhecida VMWare, e dos fabricantes de processadores, como Intel e AMD, que incluiram novas instruções voltadas para otimizar máquinas virtuais, além de algumas distribuições linux, que possuem também um produto de virtualização.

A Microsoft parece querer se manter ativa neste mercado que só tende a crescer. A versão disponível no site é a 2004, que fica um pouco atrás dos últimos lançamentos, mas pode ser uma ótima opção para ambientes menos críticos ou profissionais de TI buscando uma ferramenta para instalar sistemas operacionais de teste. O download pode ser feito no site da Microsoft, pelo Link abaixo:

http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?FamilyID=6d58729d-dfa8-40bf-afaf-20bcb7f01cd1&DisplayLang=en

Os Requerimentos são:

“Supported Operating Systems: Windows 2000 Service Pack 4; Windows Server 2003, Standard Edition (32-bit x86); Windows XP Service Pack 2
Processor: Athlon®, Duron®, Celeron®, Pentium® II, Pentium III, or Pentium 4

Processor speed: 400 MHz minimum (1 GHz or higher recommended)”

E memória RAM e disco de acordo com as máquinas a serem executadas.

Fonte: www.gaeta.eti.br