Na cidade de Serrana, próxima à Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nasceu uma idéia que se apresenta como uma alternativa aos programas de inclusão digital na educação. O projeto, batizado de Lap Tup-niquim, envolve um conceito novo, com uma tela sob a carteira sensível a toques, sobre a qual se pode escrever, fazer desenhos ou equações. A tecnologia empregada, conhecida como BR Tablet, é nacional e foi patenteada pelo Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA). Neste mês de abril, cerca de 250 carteiras digitais irão chegar às salas de aula da cidade.
A carteira digital tem a aparência e a utilidade de uma convencional. Sobre o seu tampo de vidro, o aluno escreve e apóia livros normalmente. Mas, caso a professora deseje, o tampo torna-se um monitor de computador, sensível ao toque, sobre o qual o aluno escreve, desenha, faz cálculos, acessa a internet e trabalha com softwares educacionais. O tampo pode ser levantado, e abaixo dele fica um teclado, caso seja necessário digitar. A CPU do computador fica integrada ao tampo.

Aluna experimenta a carteira digital em evento. Fotos: Victor Mammana
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Ao que parece ainda não foi dessa vez que a Microsoft conseguiu emplacar o seu Open XML. Para quem não conhece, o Open XML é o formato padrão de arquivos do Office 2007 proposto pela Microsoft como resposta ao padrão ODF (Open Document Format) usado pelo Open Office, que foi aprovado no ano passado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas, que define padrões para o mercado brasileiro e que não é um tipo de teclado). Apenas para se ter uma idéia do tamanho da briga, A IBM, a Oracle, a Sun e o Google, defendem o ODF (criado pela comunidade de software livre) como padrão para documentos, contra as pretensões da Microsoft.
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