Google Chrome? Tenho minhas dúvidas…

Muita gente pode estranhar que um blog de novidades sobre tecnologia como este, focado principalmente em informática, não tenha comentado imediatamente sobre o novo browser do Google, o Chrome, lançado no início do mês. Mas é que eu não vi nenhuma revolução acontecendo digna de nota. O fato é que Google não é reconhecido pelos softwares que faz, mas pelas suas soluções online. Por exemplo, o Altavista era o maioral nas buscas até que o Google surgiu, muito mais simples e direto (Melhor? Não sei dizer já que não conheço o algoritmo de nenhum dos dois, mas sabe como é: os vencedores contam a história). o Yahoo! Groups existia hà séculos (e antes dele os chats), mas foi o Orkut que arrebatou corações e inaugurou o termo “rede social”. O Google Earth foi sensação, um raro exemplo de criação de algo que não existia antes. Mas ninguém se abalou com o Google Apps que não desbancou o Office. Etc e etc.. Todos estes aplicativos tem em comum a interface simples, logo teve pouco custo de desenvolvimento, uma curva de aprendizado curta por parte do usuário, o que garante uma prestação de serviço rápido, e a vantagem de ser lançado como “beta” (que quer dizer que não é uma versão estável, ou melhor pode dar pau a qualquer momento, mas use por sua conta e risco), que nada mais é que uma estratégia de marketing enquanto forma o market-share sem se arriscar muito.

 

O Chrome segue o mesmo padrão. É leve (usa menos recursos), o que não significa que seja muito melhor escrito, e já que não funciona com muitos sites, é mais provável que não esteja completo. É claro que depois destes 10 anos de vida do Google, houve muito a aprender com os erros e acertos do IE e do Netscape, sem falar das novidades apresentadas pelo Firefox, e que tornaram mais fácil pesquisar e implementar as melhores práticas, mas isso não é sinônimo de pioneirismo (mas fazer um serviço melhor do que o concorrente pode sim te levar ao sucesso). A histórinha em quadrinhos do Google, fala de um desenvolvimento lento, criterioso, que será testado em uma quantidade maciça de sites, mas que tem por objetivo criar um software seguro como uma rocha. Pode ser, mas para mim parece apenas propaganda para se ganhar tempo. Afinal, porque não lançar um software limitado agora, mas seguro já e aí sim lançar uma versão beta, que usa quem quer e que vai culminar em outra versão oficial segura? É como ter o chassis de uma ferrari, apenas com um motor qualquer, volante, rodas, sem bancos ou carroceria, e sair passeando assim dizendo que o está montando aos poucos e que será uma obra de arte no futuro. Pode pegar carona mas o dono não se responsabiliza. Voce confiaria? Mas por outro lado é o Google, o novo gigante de TI, exemplo de gestão, todo mundo vai usar…

Resumindo: baixe o Crhome, mas não desinstale o IE ou Firefox. Por enquanto.

As fotos que alterei para ilustrar este post encontrei no Conteúdo Proibido


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