Archive for November, 2007

Linus Torvalds não é muito de falar com a imprensa (o curioso é que ele veio de uma família de jornalistas, como conta no seu livro “Just for Fun”), mas deu uma entrevista esta semana ao IT News. Perguntado sobre quais seriam os grandes focos do desenvolvimento em Linux no ano que vem, ele respondeu que boa parte dos esforços está concentrada em dar cada vez mais suporte a diferentes tipos de hardware, e não apenas cuidar dos drivers e de mudanças na plataforma do pingüim. Torvalds também sinalizou que há mudanças na parte do desenvolvimento do kernel que trata de gráficos e suporte a redes sem fio, que até agora consistiam, a seu ver, em pontos fracos do sistema de código-fonte aberto. Ele comentou que acredita no velho adágio de que o sucesso é 99% de transpiração e 1% de inspiração — e que, por isso mesmo, de um monte de pequeninas mudanças pode surgir uma grande diferença, no fim das contas.

 

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 Indagado se o kernel Linux, com suas mudanças infindáveis, anda mais rápido (ou não) que o Windows Server, Torvalds disse que crê nisso, apesar de não usar — é claro — nada da Microsoft (“não porque odeio seus produtos, mas porque eles não são interessantes para mim”). O criador do Linux acha que, pela própria natureza do mundo open-source, seu desenvolvimento é mais orgânico e interessante do que qualquer solução proprietária bolada atrás de portas fechadas.

Para ele, o que vale mesmo no Linux é sua flexibilidade e capacidade de adaptação a diversas áreas. Torvalds citou no papo o exemplo da virtualização, em que o Linux é muito usado justamente por ser capaz de se prestar a múltiplos usos e soluções, não a apenas um modelo fixo. “Esta flexibilidade é justamente a força do Linux. Quando você compra um sistema operacional da Microsoft, você não apenas não pode consertá-lo, e além disso ele passou anos a serviço da visão de mercado de uma única entidade. Não importa quão competente seja a Microsoft — ou qualquer outra empresa —, um produto assim refletirá tal fato. Em contraste, veja onde o Linux é usado. Em tudo, desde celulares e outros pequenos computadores com sistemas embutidos (que muita gente não identifica como computadores) até as máquinas mais gigantescas da lista Top 500 de supercomputadores. Isso é flexibilidade, e advém diretamente do fato de qualquer um que esteja interessado pode participar no desenvolvimento. E não há entidade única que controle para onde esse desenvolvimento se dirige.”

O que falta, mesmo, é o Linux se dirigir com mais firmeza ao desktop. Prévia de pesquisa feita pela Linux Foundation entrevistou 20 mil usuários do sistema do Tux — 51% na Europa e 35% nos Estados Unidos — descobriu que 68% dos Linux usados em computadores de mesa estão em pequenas empresas e escritórios caseiros. Nas empresas que adotam nos desktops, pelo menos 39% por cento o usam em mais da metade de seus computadores. Por outro lado, houve uma mudança significativa em quem utiliza o Linux — não apenas programadores e engenheiros. Sessenta e quatro por cento dos entrevistados trabalham com ele simplesmente como um sistema-cliente, não o usando para fins de desenvolvimento de projetos. Por outro lado, naturalmente, mais da metade das empresas ouvidas se vale do Linux para seus programadores.

E quais seriam as distribuições Linux favoritas dessa turma para o uso pessoal? Em primeiro lugar, com 55% dos votos, vem o Ubuntu; depois, o mais comunitário Debian, com 22%. Em terceiro e quarto, os Linux comercialmente suportados por Novell e Red Hat — respectivamente, OpenSuse (19%) e Fedora Core (16%). E, em seguida, Gentoo (10%), Knoppix (7%) e PCLinuxOS (5%). No trabalho, a ordem de preferência é a seguinte: Ubuntu (54%), Red Hat (50%) e Suse (35%).

Quanto aos programas, os usuários de Linux disseram à fundação que preferiam usar programas nativos do próprio sistema do que softwares adaptados de outras plataformas. Os três programas para os quais eles mais desejam ter equivalentes no sistema open-source são, pela ordem, Photoshop, AutoCAD e Dreamweaver. Quando não conseguem aplicativos equivalentes próprios, os usuários de Linux optam por uma das três seguintes alternativas: 1) usar o ambiente de emulação WINE para rodar o programa no Linux; 2) recorrer à virtualização; ou 3) passar a usar softwares em clima “live”, dentro da internet.

Por fim, o Linux foi tema de duas outras pesquisas. Uma, da empresa Kace, de gerenciamento de sistemas, entrevistou cerca de 900 profissionais de TI nos EUA este mês sobre uma possível migração para o Windows Vista. Noventa por cento deles se preocupam com a migração, enquanto profissionais de 44% das empresas pensam numa alternativa ao Vista — Mac OS (28%) ou Red Hat Linux (23%). A outra pesquisa, da Forrester Research, também mostrou que o Linux é tido como uma alternativa ao Windows Vista, haja vista a lentidão com que as empresas pensam na migração para o novo sistema da Microsoft. Embora reconhecendo que o Vista aparecerá em pelo menos um quarto dos desktops em empresas americanas e européias, sucedendo o XP, conta a e-Week, a pesquisa diz que as consultas sobre o Linux no desktop não diminuem e sinalizam que o sistema do pingüim não vai embora tão cedo e deverá crescer no próximo ano.

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A Dell começa a vender o inusitado teclado Warrior Xxtreme. Se você gosta de novidades, poderá ser um dos proprietários do “primeiros teclado e gamepad 2 em 1 do mundo”, com iluminação posterior “Blue Moon”, dois conectores USB 1.1, controles de volume, e suporte para Macs e PCs. A venda por 79,99 dólares.

Via: Engadget.

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A Nokia já colocou a venda esse handheld WiFi que vem com um processador de 400MHz, 2GB de memoria (que pode ser expandida a até 10GB com cartòes de memória), Receptor GPS, Browser baseado no Mozilla e um teclado QWERTY completo deslizante. Por enquanto pode ser encontrado por 479 dólares em lojas americanas como Best Buy, CompUSA e Micro Center, mas em breve devemos encontrá-lo por aqui também.

Via: Engadget.

Dia 25 de fevereiro de 2008, será o lançamento do “Orkut dos ricos” no Brasil: a rede social exclusiva Social Life, criada pelo empresário Nilton Alexandre de Souza e mais três investidores paranaenses. O site pretende oferecer várias funcionalidades extras, além daquelas já oferecidas pelas redes de relacionamento atuais como possibilidade de fechamento de negócios, serviços, consultorias, entretenimento, informação e até oportunidades de emprego.

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A idéia pega onda no crescente sucesso das redes sociais como Orkut, Facebook e MySpace e é inspirada no ASmallWorld - rede para ricos americanos e que conta hoje com 260 mil usuários, 7% deles brasileiros. o Social Life, é um site onde “as personalidades mais famosas e bem-sucedidas do Brasil vão poder mostrar seu estilo, luxo e glamour”. O público-alvo do projeto são as famílias das classes A e B, cuja renda é de mais de dez salários mínimos por mês (R$3,8 mil), fatia da sociedade que aumentou 7,3% em 2007, segundo pesquisa da Latin Panel. Espera-se que novo site renda 4,3 milhões por mês aos criadores.

Embora qualquer pessoa possa se cadastrar e convidar amigos, todos deverão passar pelos rigorosos critérios estabelecidos pela equipe da Social Life, que irá checar dados como perfil pessoal, social e profissional do candidato. Apenas os selecionados serão efetivamente usuários do sistema, além de ter que pagar R$ 79 por mês para continuar usando o serviço. O Social Life espera receber 550 mil pessoas até fevereiro do ano que vem, sendo que apenas 10% deverão ser aceitos. Após fevereiro de 2008, apenas pessoas convidadas pelos usuários poderão entrar.

Por Fabio Reynol para Revista ComCiência
 
“O que foi que Deus arrumou?” Esta pergunta entrou para a história em 2 de maio de 1844 quando foi possível percorrer 65 quilômetros entre as cidades de Washington e Baltimore à velocidade da luz. O telégrafo, uma patente recém-registrada pelo norte-americano Samuel Morse, inaugurou naquela data o mundo da comunicação instantânea. A invenção gerou a dissociação do transporte com a comunicação de uma vez por todas e foi o gatilho de outras tecnologias que aumentaram o tamanho e o alcance das mensagens e, para alguns, encolheram o planeta.

Há quase dois séculos daquela transmissão, somos os herdeiros de suas conseqüências, entre elas, o aparato tecnológico que inclui as redes de alta velocidade (com e sem fio), os satélites, as fibras óticas, as antenas, os transmissores, os computadores e até os programas que gerenciam e movimentam as informações. Toda essa parafernália, cujo representante mais popular é a internet, foi batizada de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) e seu advento ainda está mudando a nossa sociedade, nossa economia, cultura, maneira de interagir com o mundo e de entendê-lo.

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A disseminação de dispositivos portáteis, como os iPhones, Blackberries e Smartphones, está colocando um novo desafio para os sistemas de segurança. Para tirar todo o proveito de seus aparelhos, seus donos querem utilizá-los em todo lugar, na rua, no metrô, na sala de espera do médico ou mesmo na sala do cafezinho da empresa.
O problema é que esses ambientes estão sempre repletos de pessoas. E, entre elas, há sempre a possibilidade de existir algum bisbilhoteiro querendo descobrir sua senha.

Senha gráfica

Agora, pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, criaram um novo sistema de segurança que promete resolver esse problema. Ao invés de usar letras e números para as senhas, o novo programa utiliza desenhos. Os testes mostram que a senha gráfica é milhares de vezes mais segura do que as senhas tradicionais, além de serem mais fáceis de serem lembradas.
“Muitas pessoas acham difícil lembrar as senhas, por isso escolhem palavras que são fáceis de se lembrar, ficando mais suscetíveis à ação dos hackers”, diz o cientista da computação, Jeff Yan, que coordenou o trabalho.

Desenhe sua senha

O novo sistema de segurança, batizado de Desenhe um Segredo, permite que o usuário desenhe sua senha na forma de uma imagem, criada à mão livre sobre um fundo reticulado.
O programa armazena o desenho na forma de uma seqüência ordenada de células, cada célula correspondendo a um quadrado do reticulado. Além da imagem propriamente dita, o programa guarda também quantas vezes a caneta é levantada.

Imagem de background

Os pesquisadores descobriram que a colocação de uma imagem de background por trás do quadriculado não apenas facilita a lembrança da senha, mas também faz com que os usuários desenhem senhas menos previsíveis, maiores e mais complexas - logo, muito mais seguras.
Por exemplo, se a pessoa escolhe a imagem de uma flor para background e desenha como senha uma borboleta sobre a flor, o que ele deverá se lembrar é onde começa e onde termina o desenho, que deverá estar contido na mesma porção do quadriculado - afinal, é virtualmente impossível fazer dois desenhos à mão livre exatamente iguais.

Fonte:ForumPc’s

A Microsoft informou que as contas vão bem. Com faturamento de miseros US$13,76 bilhões no último trimestre, devido ao aumento de vendas do Vista e do Halo 3, venceu a disputa já comentada aqui e conseguiu comprar a participação de 1,6% no Facebook, por também uns trocados: US$ 240 milhões. Bill Gates está de olho nos 48 milhões de usuários do site. Para não ficar pra trás, o Google decidiu partir para outra estratégia: se não pode ter o Facebook, vai acabar com o mercado dele.

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O Facebook recentemente abriu um espaço para novos desenvolvedores, e chegou ao montante de 5 mil programas produzidos que posteriormente foram adotados por milhões de usuários do site, os quais os usam para aumentar a interação na rede de relacionamento. O Google então resolveu reunir no primeiro dia deste mês, os sites de relacionamento Orkut, LinkedIn, hi5, Friendster, Plaxo e Ning, para juntos estabelecerem normas para o desenvolvimento de programas para os usuários destas redes se comunicarem entre si (mas não com o Facebook), sob uma plataforma que está sendo chamada de OpenSocial. Os criadores das ferramentas mais acessadas no Facebook: iLike, Slide, Frixter e RockYou devem anunciar que farão versões destas aplicações para o OpenSocial.

As especulações sobre como o lançamento do OpenSocial vai afetar o segmento de redes sociais tem claro objetivo: amarelar o anúncio de um novo sistema de publicidade no Facebook, que é espaço exclusivo da Microsoft e foi criado para competir com o Google. Como notícia ruim nunca vem sozinha, a Microsoft irá pagar US$709 milhões (497 milhõe de euros) na multa por abuso de posição dominante (imagina!) movido pela Comissão Européia.

No capítulo anterior: Google lança ‘Android’, sistema operacional aberto para celular

Publicada em 05/11/2007 às 16h44m

Agências internacionais O Globo Online

NOVA YORK e RIO - O Google confirmou nesta segunda-feira o lançamento de uma plataforma de tecnologia para celulares. O sistema, que está sendo chamado de “Android”, será a “primeira plataforma realmente aberta e ampla para aparelhos móveis”, informou a gigante da internet em comunicado.

O Google já possui versões de seus serviços online para celulares, mas desta vez a marca cria uma plataforma que funcionará como um sistema operacional rival dos existentes Symbian e Windows Mobile, com a diferença de ser baseado em código aberto - ou seja, qualquer desenvolvedor poderá criar soluções para aparelhos baseados em “Android”. A companhia faz mistério sobre os detalhes da plataforma, mas em sua área oficial no YouTube , executivos da companhia publicaram um vídeo em que esclarecem que o sistema vai permitir “compartilhar tags, redes sociais, vídeos e aplicativos da internet com o celular”.

Concretamente, trata-se de um pacote de software para telefones celulares que inclui um sistema operacional, middleware, uma interface de usuários e vários aplicativos, que permitirão ao Google oferecer seus serviços aos usuários que não estejam diante do computador, disse um comunicado da empresa.

Há meses analistas especulavam que o Google lançaria um telefone celular com sua marca, que chegou a ser chamado por blogueiros de ‘gPhone’. Em resposta, Eric Schmidt, presidente mundial e principal executivo do Google, afirmou nesta segunda-feira que o Android é um projeto “muito mais ambicioso” do que um aparelho, porque “irá funcionar em milhares de telefones de dezenas de fabricantes em todo o mundo”.

- A imprensa especulou muito sobre um certo Google Phone nas últimas semanas, mas o anúncio do Android é muito mais ambicioso do que um aparelho, verdadeiro ou não, poderia ser - disse Schmidt, em comunicado.

A plataforma é o resultado de uma parceria do Google com a Open Handset Alliance (OHA), entidade internacional formada por empresas que apóiam soluções de código fonte aberto, como Intel, Motorola, Qualcomm e Telefônica. A plataforma contará com o apoio de mais de 30 companhias, incluindo operadoras e fabricantes de aparelhos, entre elas China Mobile, eBay, HTC, LG, NTT DoCoMo, Samsung e Telecom Italia.

A companhia informou ainda que a plataforma Android é apenas o primeiro passo da aliança internacional e a expectativa é que os primeiros telefones celulares baseados no Android cheguem ao mercado no segundo semestre de 2008.

Como é baseado em código aberto, e portanto gratuito, o sistema viabilizaria a produção de aparelhos mais baratos. Mas não é a primeira vez que uma marca tipicamente de internet invade o mercado de telefonia celular. Em outubro, o serviço online de telefonia Skype fechou uma parceria com a operadora australiana ‘3′ para lançar um modelo de telefone celular .

No capitulo anterior: Microsoft e Google acirram disputa no mercado

Por Roberta Tojal  em 01/11/2007, retirado da revista Comciência

Desde sua invenção, a fotografia tem sido utilizada como instrumento para a memória: um ínfimo recorte do tempo e do espaço que, registrado através da luz, poderá ser perpetuado por séculos. Porém, se não preservarmos essa imagem ela desaparecerá, como efêmera que é. A fotografia digital também se mostra frágil, colocando novos desafios para a preservação. Para muitos fotógrafos, a película fotográfica ainda é o meio mais seguro de conservação de uma imagem.

Essa foi uma das questões tratadas no 1º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, durante o seminário sobre a preservação da produção contemporânea, realizado no início de outubro, no auditório da sede do Itaú Cultural. Na mesa estavam presentes várias autoridades no assunto como Sandra Baruki, coordenadora do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF) da Funarte, Patrícia Di Filippi, coordenadora do laboratório de restauro da Cinemateca de São Paulo, Leandro Melo, professor do Centro Universitário Senac e Millard Schisler, representante brasileiro no Rochester Institute of Technology e que, por 13 anos, foi diretor da George Eastman House, ambas instituições dos Estados Unidos.

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