Motofone F3

Quem me conhece sabe que sou um pão duro. Por isso, quando me decidi a procurar um novo celular (depois de 3 anos), além de esperar por uma época de promoção como foi ontem (Dia dos pais), verifiquei qual seria a opção mais barata disponível e quem sabe, não comprar uma buginganga com cara de ter sido feita com sobras da fábrica (como alguns nokias, que parecem brinquedo de criança). Embora este seja um site de gadgets e inovações em tecnologia e eu também goste disso, não estava procurando nada especial, como acesso a internet banda larga, camera de 15 megapixels ou monitor cardiáco integrado. Queria apenas um telefone barato, que fizesse e recebecesse chamadas e cujo único adicional fosse o despertador (para quem viaja a trabalho e já viu toda qualidade de serviço de quarto, não há nada melhor para acordar na hora).  Tive uma grata surpresa ao encontrar o Motofone F3 da Motorola. Um apareilho com estilo, fino, leve (70 gramas), GSM e duração de bateria de 12 dias, com toques polifônicos, agenda, despertador, mensagens SMS e só. Simples, prático e barato. Se eu fosse distribuir telefones a meus empregados para trabalho, usaria o F3, o custo-benefício é ótimo. 

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Ao ligá-lo pela primeira vez, percebi que o display era estranho, não parecia feito de cristal líquido (a visibilidade não é afetada perlo ângulo de visão).  E lembrei que no ano passado a E-ink havia anunciado uma parceria com a Motorola para desenvolver um novo produto. E lá na página da E-ink estava o F3, o primeiro celular a usar um display de tinta eletrônica. Este é o segredo do baixo custo e do tempo maior de duração da bateria. Enquanto o LCD gasta bateria só por estar ligado, a tinta eletrônica só gasta energia ao modificar os dados na tela. O custo de um LCD é também mais elevado, mas este é mais simples: basta um substrato (como papel ou plástico) e uma camada de circuito eletrônico que irão ativar as micro-esferas da tinta eletrônica. Eu venho acompanhando a evolução da E-Ink há alguns anos e estava ansioso para ter em mãos essa tecnologia. Embora tenha limitações, como por exemplo o refresh tem que aumentar de velocidade para permitir aplicações mais avançadas, além é claro da cor e da sujeirinha que aparece (no caso do F3)  causadas entorno de um caracter que é apagado (na verdade é uma falha no projeto do circuito que afetas as microesferas em volta) , depois das parcerias com a Sony (com o e-Reader), a Lexar, a Seiko e agora a Motorola, a E-Ink tem tudo para abrir toda uma nova geração de aparelhos mais baratos baseados na tinta eletrônica.

Como funciona a tinta eletrônica

Como funciona a e-ink

 


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